Diariamente, a Uber realiza 16 milhões de viagens e entregas no mundo. No Brasil são mais de 22 milhões de usuários e usuárias e 1 milhão de parceiros e parceiras em mais de quinhentas cidades. Quando falamos do tamanho da presença da Uber no país, não podemos ignorar os desafios de segurança pública que impactam diretamente as mulheres. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, o Brasil registrou 60.460 estupros e 1.350 feminicídios em 2020. A pesquisa de vitimização de mulheres, realizada também pelo Fórum, aponta que 8 mulheres foram agredidas por minuto durante a pandemia e que 1 em cada 4 mulheres já foi vítima de violência.

A Uber entende que as mulheres têm o direito de ir e vir com segurança, mas também tem ciência de que o cenário de violência descrito acima traz desafios e impacta sua mobilidade pelas cidades.

Na plataforma existem diversas ferramentas tecnológicas que atuam antes, durante e depois das viagens. Porém, quando se trata de um problema social tão complexo e sistêmico sabemos que somente isso não é suficiente. Por isso, buscamos especialistas e autoridades no assunto para construirmos juntos projetos que enfrentem a violência de gênero. Conheça abaixo:

2021

  • Em março, anunciamos a expansão de nossa parceria com o Instituto Avon para que a Ângela  – assistente virtual criada para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica, seguisse disponibilizando códigos promocionais para viagens gratuitas no aplicativo da Uber ao longo do ano. Além disso, a Ângela também passou a ser um recurso que orienta pessoas que querem ajudar outras mulheres que estejam passando por uma situação de violência.
  • Apoiamos a realização da terceira edição da Pesquisa Visível e Invisível – A Vitimização de Mulheres no Brasil, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Instituto Datafolha. O levantamento apontou, entre outras coisas, que cerca de 17 milhões de mulheres foram agredidas no último ano e 25% delas apontam a falta de autonomia financeira como o principal agravante.
  • Disponibilizamos as divisórias de proteção de PET de forma gratuita para motoristas mulheres. Essa camada adicional de proteção foi implementada no começo da pandemia com os  Centros de Higienização em várias capitais brasileiras visando a saúde, mas aprendemos que ela traz ainda mais tranquilidade para as mulheres e em julho passamos a oferecê-la gratuitamente para as parceiras e com isso aumentamos em cinco vezes a quantidade de instalações.

  • Em parceria com o MeToo Brasil, organização dedicada ao acolhimento de sobreviventes de abuso sexual, lançamos um canal de suporte psicológico para atender vítimas de violência de gênero na plataforma. Usuárias(os), motoristas e entregadoras(es) que passem por um incidente do tipo em viagens ou entregas usando o aplicativo podem ser direcionadas ao canal da MeToo após reportar o fato no aplicativo da Uber e serem atendidas pelo time de suporte do app. A assistência psicológica consiste em até quatro sessões de uma hora cada, que são conduzidas por psicólogas especializadas. O objetivo é dar um primeiro acolhimento e auxiliar a pessoa para que ela se sinta segura e apoiada ao enfrentar o trauma vivido.

 

  • A Uber apoiou a realização da pesquisa “Percepções sobre segurança das mulheres nos deslocamentos pela cidade”, realizada pelos institutos Locomotiva e Patrícia Galvão, com apoio técnico da ONU Mulheres. O levantamento revela uma sensação geral de insegurança durante os deslocamentos urbanos, mas constata que as mulheres brasileiras são percebidas como o grupo mais vulnerável a sofrer uma violência durante seus deslocamentos também são as que declaram sentir muito medo. E a experiência confirma a razão da insegurança: 81% das mulheres já sofreram violência em seus deslocamentos pela cidade, 69% das mulheres já foram alvo de olhares insistentes e cantadas inconvenientes ao se deslocarem pela cidade e 35% já sofreram importunação/assédio sexual.Elas sentem medo ao se deslocarem, sobretudo quando estão nas ruas e pontos de ônibus (51%) e quando usam meios de transporte públicos (35%). Ainda falando de transporte compartilhado, aplicativo de mobilidade aparece como o menos inseguro (13%). Ao comparar todos os modais de transporte, depois do carro particular (90%) e da moto (79%), carro de transporte por aplicativo (75%) aparece como o meio mais seguro.

  • A Uber mediou a mesa sobre “O impacto da violência contra a mulher em seu cotidiano” durante o 15º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que foi apoiada pela empresa. A conversa contou com a participação das especialistas Jacira Melo (Instituto Patrícia Galvão), Marina Ganzarolli (MeToo) e Betina Barros (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), com mediação de Natália Falcón (Uber). Juntas, elas debateram o impacto da violência sexual contra mulheres e meninas em seu cotidiano a partir dos projetos e pesquisas realizados pelas organizações.

2020

  • Já em fevereiro começamos o ano com a renovação do Código de Conduta da Uber, que passou a deixar ainda mais claro os comportamentos que não são aceitos dentro da plataforma. Além disso, criamos opções mais claras para denúncias de assédio, discriminação e racismo diretamente no app.
  • Para endereçar o crescimento da violência doméstica que veio juntamente com a pandemia da COVID-19, unimos forças com o Instituto Avon para criar uma assistente virtual que, por meio de um chatbot, oferece uma forma silenciosa das mulheres pedirem ajuda e receberem a orientação necessária dentro de suas próprias casas. Além disso, oferecemos códigos promocionais para elas se deslocarem com independência para delegacias, hospitais ou redes de apoio.
  • Junto com o Instituto Promundo, lançamos a segunda edição do Podcast Fala Parceiro de Respeito, convidando os parceiros a serem aliados não só no combate à violência contra a mulher, mas também ao racismo e à LGBTfobia.
  • As advogadas da Rede Feminista de Juristas (deFEMde), que realizaram um treinamento para os nossos agentes de suporte a fim de tornar nossos processos mais claros, empáticos e eficientes, além disso, ampliaram sua contribuição para temas como racismo e lgbtfobia.
  • Também apoiamos projetos que buscam desenvolver soluções para enfrentar a violência de gênero, como o I Inovathon de Combate à violência doméstica, realizado pelo InovAction.
  • Em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Locomotiva, a Uber realizou uma pesquisa sobre autonomia feminina e independência que identificou, entre outras coisas, que 80% das mulheres em geral e 90% das motoristas acreditam que muitas mulheres não conseguem sair de situações de violência doméstica porque não têm como se sustentar ou sustentar seus filhos – mostrando a importância da geração de renda para a quebra do ciclo de violência.
  • Ainda em 2020 expandimos para todo o Brasil o programa Elas na Direção e, assim, a ferramenta U-Elas,  que permite que mulheres motoristas parceiras tenham a opção de receber somente chamadas de passageiras que se identificam como mulheres.

  • No mesmo ano, a Uber apoiou a elaboração do Manual Princípios e Práticas de Formação de Policiais para o atendimento às mulheres em situação de violência e  apoiou a edição virtual do 14o Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, onde também mediou a mesa Violência doméstica na pandemia: dados e novas formas de enfrentamento, com a participação do Instituto Igarapé, Instituto Avon e representante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

2019

  • Em conjunto com a Promundo foi lançado o Podcast de Respeito. O conteúdo educativo – elaborado com base em pesquisas imersivas com motoristas parceiros – contou com seis episódios distribuídos para todos e todas que dirigem com a plataforma. Os motoristas que escutaram todo o conteúdo receberam o selo “Viagem de Respeito”.

  • O Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Locomotiva realizaram uma pesquisa sobre violência contra a mulher no transporte, mostrando o reflexo dessa violência na mobilidade urbana e no direito de ir e vir das mulheres. A pesquisa identificou, por exemplo, que 97% das brasileiras já foram vítima de assédio no transporte, seja ele público ou privado.
  • Assim como em 2018, em 2019 a Uber apoiou a realização do Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No 13º encontro, a Uber mediou a mesa “As diferentes faces da violência sexual contra meninas e mulheres” que discutiu os desafios que a violência traz ao direito de ir e vir das mulheres. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também promoveu, em parceria com a Uber, uma  formação de policiais para a questão da violência de gênero em São Paulo e no Ceará.
  • A parceria com o Instituto Igarapé resultou no lançamento da plataforma EVA (Evidências sobre Violências e Alternativas para Mulheres e Meninas). Trata-se do primeiro site a reunir dados relativos a qualquer tipo de violência contra as mulheres no Brasil, no México e na Colômbia, detalhados por idade e raça, além de iniciativas focadas no enfrentamento da violência contra as mulheres.
  • As advogadas da Rede Feminista de Juristas (deFEMde) revisaram todo o atendimento feitos a motoristas parceiras e às usuárias vítimas de violência, tornando-os mais empáticos e eficientes e incentivando o encaminhamento de casos às autoridades competentes e a busca de uma rede de apoio especializada.
  • A Uber lançou a plataforma Elas na Direção, criada em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, com o objetivo de ajudar mulheres a conquistar a independência financeira sem abrir mão da flexibilidade.

  • A colaboração com a revista digital AzMina deu origem à série “Café com AzMina”, com entrevistas sobre diversos assuntos relacionados ao feminismo todos os meses no YouTube.
  • Com a Plan International Brasil, foi criado um game para tornar os motoristas parceiros de Salvador aliados no combate à exploração sexual, especialmente nos destinos turísticos do país.

 

  • A Associação Mulheres pela Paz realizou sessões para prevenção à violência contra a mulher e promoção da cultura de paz em 46 CEUs (Centros Educacionais Unificados) da periferia de São Paulo.
  • Com o projeto Eu Consigo, em parceria com o Força Meninas e o Code.org, a Uber viajou o Brasil para inspirar meninas a se interessarem por áreas historicamente consideradas “masculinas” e incentivar carreiras na Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.