Diariamente, a Uber realiza 18 milhões de viagens e entregas no mundo. No Brasil são 22 milhões de usuários em mais de quinhentas cidades. Quando falamos do tamanho da presença da Uber no país, não podemos ignorar os desafios de segurança pública que impactam diretamente as mulheres. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra mais de 180 estupros por dia.  Em 2019 foram 1.206 vítimas de feminicídio, com 61% das vítimas sendo mulheres negras. 

A Uber entende que as mulheres têm o direito de ir e vir com segurança, mas também tem ciência de que o cenário de violência descrito acima traz desafios e impacta sua mobilidade pelas cidades.

Na plataforma existem diversas ferramentas tecnológicas que atuam antes, durante e depois das viagens. Porém, quando se trata de um problema social tão complexo e sistêmico sabemos que somente isso não é suficiente. Por isso, buscamos especialistas e autoridades no assunto para construirmos juntos projetos que enfrentam a violência de gênero.

Em 2019, investimos R$ 1,55 milhão em nove projetos:

  • Em conjunto com o Instituto Promundo foi lançado o Podcast de Respeito. O conteúdo educativo – elaborado com base em pesquisas imersivas com motoristas parceiros – contou com seis episódios distribuídos para todos e todas que dirigem com a plataforma. Os motoristas que escutaram todo o conteúdo receberam o selo “Viagem de Respeito”.

  • O Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Locomotiva realizaram uma pesquisa sobre violência contra a mulher no transporte, mostrando o reflexo dessa violência na mobilidade urbana e no direito de ir e vir das mulheres. A pesquisa identificou, por exemplo, que 97% das brasileiras já foram vítima de assédio no transporte, seja ele público ou privado.
  • Assim como em 2018, em 2019 a Uber apoiou a realização do Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No 13º encontro, a Uber mediou a mesa “As diferentes faces da violência sexual contra meninas e mulheres” que discutiu os desafios que a violência traz ao direito de ir e vir das mulheres. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também promoveu, em parceria com a Uber, uma  formação de policiais para a questão da violência de gênero em São Paulo e no Ceará.
  • A parceria com o Instituto Igarapé resultou no lançamento da plataforma EVA (Evidências sobre Violências e Alternativas para Mulheres e Meninas). Trata-se do primeiro site a reunir dados relativos a qualquer tipo de violência contra as mulheres no Brasil, no México e na Colômbia, detalhados por idade e raça, além de iniciativas focadas no enfrentamento da violência contra as mulheres.
  • A colaboração com a revista digital AzMina deu origem à série “Café com AzMina”, com entrevistas sobre diversos assuntos relacionados ao feminismo todos os meses no YouTube.
  • Com a Plan International Brasil, foi criado um game para tornar os motoristas parceiros de Salvador aliados no combate à exploração sexual, especialmente nos destinos turísticos do país.

  • As advogadas da Rede Feminista de Juristas (deFEMde) revisaram todo o atendimento feitos a motoristas parceiras e às usuárias vítimas de violência, tornando-os mais empáticos e eficientes e incentivando o encaminhamento de casos às autoridades competentes e a busca de uma rede de apoio especializada.
  • A Associação Mulheres pela Paz realizou sessões para prevenção à violência contra a mulher e promoção da cultura de paz em 46 CEUs (Centros Educacionais Unificados) da periferia de São Paulo.
  • Com o projeto Eu Consigo, em parceria com o Força Meninas e o Code.org, a Uber viajou o Brasil para inspirar meninas a se interessarem por áreas historicamente consideradas “masculinas” e incentivar carreiras na Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Ainda em 2019, foram dados outros importantes passos visando promover a autonomia e a segurança das mulheres brasileiras.

  • A Uber lançou a plataforma Elas na Direção, criada em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, com o objetivo de ajudar mulheres a conquistar a independência financeira sem abrir mão da flexibilidade.

  •  A diretora geral da Uber no Brasil, Claudia Woods anunciou a renovação do compromisso, com um investimento de R$ 5 milhões nos próximos três anos.

E em 2020 seguimos com os projetos de combate à violência contra a mulher:

– Já em fevereiro começamos o ano com a renovação do Código de Conduta da Uber, que passou a deixar ainda mais claro os comportamentos que não são aceitos dentro da plataforma. Além disso, criamos opções mais claras para denúncias de assédio, discriminação e racismo.

– Para endereçar o crescimento da violência doméstica que veio juntamente com a pandemia da COVID-19, unimos forças com o Instituto Avon para criar uma assistente virtual que, por meio de um chatbot, oferece uma forma silenciosa das mulheres pedirem ajuda e receberem a orientação necessária dentro de suas próprias casas. Além disso, oferecemos códigos promocionais para elas se deslocarem com independência para delegacias, hospitais ou redes de apoio.

– Junto com o Instituto Promundo, lançamos a segunda edição do Podcast Fala Parceiro de Respeito, convidando os parceiros a serem aliados não só no combate à violência contra a mulher, mas também ao racismo e à LGBTQIA+fobia.

– Seguimos junto com as advogadas da Rede Feminista de Juristas (deFEMde), que realizaram um treinamento para os nossos agentes de suporte a fim de tornar nossos processos mais claros, empáticos e eficientes. Essa iniciativa também foi ampliada para temas como racismo e lgbtfobia. 

– Também apoiamos projetos que buscam desenvolver soluções para enfrentar a violência de gênero, como o I Inovathon de Combate à violência doméstica, realizado pelo InovAction.

Em breve, teremos importantes anúncios em conjunto com o Instituto Igarapé, Instituto Patrícia Galvão e Fórum Brasileiro de Segurança Pública.