Nota de repúdio
Em negócios de qualquer natureza ou porte, é natural que haja processos de diálogo e negociação para o aprimoramento da operação. A Uber no Brasil vem trabalhando com diversas organizações para desenvolver e aprimorar suas ferramentas, produtos e até mesmo o código de conduta que norteia o uso da plataforma. Esses processos muitas vezes são complexos e levam tempo para chegar a um formato adequado para todas as partes. De qualquer forma, vale ressaltar que todos eles perpassam por testes, pesquisas com parceiros e usuários e, claro, muita conversa.
Nas últimas semanas, no entanto, houve uma crescente onda de ataques pessoalmente direcionados à diretora-geral da empresa nas redes sociais, disfarçados de cobrança por diálogo. Os atos carregam características comuns de incitação à violência contra mulheres, com críticas de cunho machista e misógino, que utilizam sua imagem, trazem menções à sua aparência e a ela se referem por meio de diminutivos desmoralizantes. É nítida a diferença de tratamento que homens, em posição similar de comando, recebem ao serem cobrados publicamente, em ações dessa natureza.
O tipo de agressão sofrido pela diretora-geral da Uber Brasil demonstra claramente as barreiras que as mulheres enfrentam ao ocupar lugares de poder e decisão. As cobranças a que estão sujeitas rotineiramente fazem referência ao gênero, quase sempre de forma violenta e depreciativa, em uma tentativa desrespeitosa de diminuir sua capacidade.
Defendemos que as mulheres tenham o direito de trabalhar e viajar livremente em um ambiente seguro – e esse é um compromisso público da empresa com as brasileiras. E que, sim, sejam tratadas com respeito acima de tudo, para que qualquer diálogo seja possível.