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Se você é racista, a Uber não é pra você.

O combate ao racismo é um dever de todos. Faça parte da mudança. Quer saber como combater o racismo dentro e fora do carro? Temos algumas dicas.

Na Uber, acreditamos que todas as pessoas têm o direito de ir e vir com segurança e respeito.

Por isso, queremos falar sobre racismo e discutir como podemos transformar nossas atitudes para criar uma comunidade mais inclusiva e segura para todo mundo. Dentro e fora da Uber.

Quando você pensa em um médico, uma arquiteta, uma advogada… você pensa em uma pessoa branca?

Na TV, no cinema e até nos vídeos que a gente vê nas redes sociais, essas profissões são geralmente retratadas por pessoas brancas. Por isso, a primeira imagem que vem na nossa cabeça é essa!

Mas isso acaba reforçando estereótipos negativos e é muito prejudicial para pessoas negras.

A maioria das pessoas negras já ouviu algumas frases aparentemente inocentes, mas que na verdade são muito racistas:

"Esse carrão é seu? É mesmo?"

"Que cabelo diferente. Dá pra lavar?"

"Você tá mais pra moreno, né?"

Racismo Estrutural

Esses são exemplos do chamado racismo estrutural — uma forma de discriminação mais sutil e sistemica que perpetua preconceitos, estereótipos e falta de acossso a oportunidades, através de como nossa sociedade foi estruturada ao longo dos seculos, priorizando um grupo em detrimento de outro.

Se você não é uma pessoa negra, você pode achar que o racismo não faz parte da sua realidade ou que ele não afeta seu dia a dia, mas ele está em todo lugar. Basta observar com mais cuidado. Precisamos nos posicionar sobre o assunto.

Nossas atitudes afetam a vida de outras pessoas. Por isso, é sempre bom pensar no que estamos falando e refletir: será que o que vou dizer pode machucar alguém?

Quando uma pessoa branca diz que trabalha em um prédio importante, o que você acha que ela faz? E quando a pessoa é negra?

Muitas vezes, a resposta a essa pergunta é diferente. Nessas horas, devemos parar e perguntar: por quê?

As pessoas negras em cargos de liderança ainda enfrentam a surpresa de algumas pessoas. A desconfiança em relação à sua competência. E, o pior, até mesmo a indignação pelo seu sucesso.

E o que podemos fazer para ajudar a mudar essa situação?

Aqui, empatia é a palavra-chave.

Uma maneira de desenvolver isso é seguindo e conversando com mais pessoas negras nas redes sociais, por exemplo. Assim, podemos entender melhor essas realidades e nos posicionar quando nos depararmos com atitudes racistas disfarçadas de espanto (e, algumas vezes, até mesmo de elogio).

Você já parou para pensar que as pessoas brancas saem em vantagem em relação às pessoas negras?

Reflita com a gente: por conta da cor da sua pele, você já viveu alguma dessas situações?

  • Alguém olhou para você com cara de raiva ou medo quando você entrou em um carro.

  • Alguém se recusou a se sentar ao seu lado.

  • Algum segurança no shopping ficou seguindo você.

  • Alguém proibiu que você entrasse em um condomínio.

Nunca? Nada disso? Então agora você entende um pouquinho mais sobre os privilégios que você tem simplesmente por ser uma pessoa branca.

Por não terem esses privilégios, pessoas negras podem encontrar dificuldades no acesso à educação, ao lazer e até mesmo ao trabalho: por exemplo, imagine como seria difícil ir a uma entrevista de emprego, se barrassem sua entrada no prédio onde ela seria realizada.

Vale lembrar que seu privilégio não é culpa sua. É um fato. Mas reconhecer e saber o que fazer com ele está nas suas mãos.

PERCEPÇÕES SOBRE RACISMO E OS CAMINHOS PARA A JUSTIÇA

O Instituto Orire, em parceria com o Instituto Sumaúma e a rede global de advogadas negras Black Sisters in Law, com apoio da Uber, elaborou um guia que serve como um manual prático, acessível e confiável para pessoas não brancas que vivenciam ou testemunham situações de racismo, injúria racial ou outras formas de discriminação em razão da raça durante seus deslocamentos pelas cidades brasileiras. Seja caminhando pelas ruas, utilizando transporte público, aplicativos de mobilidade, táxis ou bicicletas, a mobilidade urbana é um dos espaços onde o racismo se manifesta de forma cotidiana e violenta — ainda que pouco denunciado. Este guia busca enfrentar essa realidade oferecendo informação, orientação prática e caminhos legais possíveis. Este guia inclui orientações jurídicas desenvolvidas pela Black Sisters in Law, uma rede global de advogadas negras, e tem como objetivo ser um aliado no compartilhamento de orientações claras e estruturadas para que o leitor seja capaz de reconhecer e agir em diferentes contextos de discriminação racial no Brasil.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira nossos episódios da série de podcasts “Fala Parceiro de Respeito”, elaborados em parceria com a Promundo.

Nosso compromisso contra o racismo

A Uber é uma empresa que impulsiona o movimento e o nosso objetivo é que todos possam se locomover livremente e com respeito.

Queremos ser aliados de todas as comunidades que atendemos e usar nossa extensão global e nossa tecnologia para ajudar a promover mudanças. Por isso, assumimos diversos compromissos para levar esse trabalho adiante:

Padrão Uber de Segurança

Entendendo ainda mais sobre racismo

Nas próximas semanas indicaremos aqui novos materiais complementares para te ajudar a entender ainda mais sobre racismo e saber como ser um aliado ativo contra a discriminação racial.