Lutando pelo que é certo
Nosso CEO e co-fundador, Travis Kalanick, enviou este e-mail aos funcionários da Uber, opondo-se à recente proibição de imigração e trabalhando para ajudar motoristas parceiros da Uber que são afetados pela proibição.
Time,
Ontem o presidente Trump assinou uma ordem executiva suspendendo a entrada de cidadãos de sete países – Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen – nos Estados Unidos por pelo menos 90 dias.
Nossa equipe de People Ops já entrou em contato com dezenas de empregados da empresa que sabemos que seriam afetados com isso: por exemplo, pessoas que moram e trabalham nos EUA, são residentes legais, mas não são cidadãos naturalizados, não serão capazes de entrar de volta nos Estados Unidos, caso estejam viajando fora dos Estados Unidos no momento ou qualquer dia pelos próximos 90 dias. Qualquer um que acredite que possa ser impactado com essa ordem deve entrar em contato com nossa equipe de imigração imediatamente.
Esta ordem tem implicações muito mais amplas, pois também afeta milhares de motoristas que usam o aplicativo da Uber e vêm dos países listados, muitos dos quais fazem longas pausas para voltar para casa para visitar familiares distantes. Esses motoristas que no momento estão fora dos Estados Unidos não poderão voltar ao país por 90 dias. Isso significa que eles não poderão trabalhar e sustentar suas famílias nos Estados Unidos – e claro, estarão separados de seus entes queridos durante esse tempo.
Estamos trabalhando em um processo para identificar esses motoristas e ajudá-los em caráter pro bono durantes os próximos 3 meses para ajudar a mitigar alguns dos estresses financeiros e complicações com o apoio às suas famílias e para colocar comida na mesa. Teremos mais detalhes sobre isso nos próximos dias.
Mesmo que cada Governo tenha seus próprios controles de imigração, permitir pessoas de todo o mundo de entrar no país e fazer dos Estados Unidos sua casa tem sido em grande escala a política dos Estados Unidos desde sua fundação. Isso significa que essa proibição afetará muitas pessoas inocentes – uma questão que eu levantarei na próxima sexta-feira, quando eu for a Washington para a primeira reunião do grupo de consultores de negócios do presidente Trump.
Desde a fundação da Uber, trabalhamos com governos e políticos de todas as diferentes opiniões políticas em centenas de cidades e dezenas de países. Embora compartilhemos um senso comum com muitos deles, tivemos áreas de discordância com cada um deles. Em alguns casos, tivemos que levantar e lutar para progredir, outras vezes fomos capazes de efetuar a mudança interna através de persuasão e argumentos.
Mas independente da cidade ou do país – dos EUA e México até a China e Malásia – consideramos que, para servir as cidades, é preciso dar voz aos cidadãos, um lugar na mesa. Fazemos parcerias ao redor do mundo com otimismo na crença de que ao falar e nos engajar, podemos fazer a diferença. É por isso que concordei, no início de dezembro, em me juntar ao grupo de assessores econômicos do presidente Trump, juntamente com Elon Musk (CEO da Tesla), Mary Barra (presidente e CEO da General Motors), Indra Nooyi (presidente e CEO da Pepsi), Ginni Rometty (presidente e CEO da IBM), Bob Iger (presidente e CEO da Disney), Jack Welch (ex-presidente da GE) e outros líderes empresariais.
Eu entendo que muitas pessoas internamente e externamente podem não concordar com essa decisão, e isso é OK. É a magia de viver nos Estados Unidos da América, as pessoas são livres para discordar. Mas qualquer que seja sua opinião, por favor, saiba que eu sempre acreditei no confronto de princípios e em fazer a mudança; e nunca me escondi (talvez em meu detrimento) de lutar pelo que é certo.
Obrigado,
Travis Kalanick