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Necessidades e desejos das equipas multigeracionais

13 de abril / Europa

Estamos a viver uma época em que existem várias gerações a trabalhar em conjunto, por isso, pode ser essencial ter em consideração as equipas multigeracionais existentes na sua empresa na sua política para assegurar a felicidade e a retenção dos seus colaboradores.

Os locais de trabalho são ambientes em constante evolução. Os jovens “”nativos do digital”” estão a aceder ao mercado de trabalho global, unindo-se a profissionais mais velhos e tradicionais. Cada geração possui perspectivas, valores, objectivos e motivações marcadamente distintas. É mais importante do que nunca garantir que todos os colaboradores se sentem incluídos e apreciados.

Não existe uma única abordagem que se aplique a todos no que diz respeito à criação de políticas de colaboradores. No entanto, para o ajudar, partilhamos as últimas informações sobre os hábitos e as expectativas dos diferentes membros da sua equipa.

Familiarize-se com as equipas multigeracionais

Geração do pós-guerra

Esta geração nasceu após a Segunda Guerra Mundial, catástrofe que a moldou em muitos aspectos. Esta é a geração que, historicamente, mais viveu e trabalhou. Como tal, as suas expectativas e os seus valores tendem a girar em torno da geração de riqueza, do estatuto e dos benefícios de reforma.

Devido à insegurança financeira vivida pela geração dos respectivos pais, muitos apenas tiveram um ou dois trabalhos diferentes durante toda a carreira. Também podem ter alcançado cargos executivos e usufruído de símbolos de estatuto como automóveis da empresa e viagens em primeira classe.

A geração do pós-guerra trabalhou arduamente para gerar riqueza para a reforma. Pode considerar desnecessários benefícios como a possibilidade de trabalhar a partir de casa e as viagens que combinam trabalho e lazer. Estas são apenas algumas diferenças que se fazem notar quando se analisam as equipas multigeracionais. A geração do pós-guerra é, em grande medida, leal, com tendência para respeitar as regras e as leis. Continua a ser a força cndutora da maioria das economias estabelecidas até hoje.

Geração X

Fazem parte da Geração X as pessoas que nasceram entre meados dos anos 60 e inícios dos anos 80 do século passado. Esta é a geração que se segue à geração do pós-guerra. Ao contrário dos respectivos pais, existe evidência que sugere que dão menos importância a uma reforma confortável e segura.

Muitas das pessoas que se enquadram nesta definição estão a meio da carreira e, provavelmente, estes serão os anos em que mais irão ganhar nas suas vidas, embora seja provável que gerem menos riqueza do que os respectivos pais com a mesma idade. Muitas pessoas da Geração X tiraram cursos superiores, com dívidas associadas. Apesar disto, provavelmente irão obter menos rendimentos, em termos reais, do que a geração dos pais.

Segundo investigações, isto conduz a uma ética profissional equilibrada. Esta geração preocupa-se com a riqueza e a lealdade, mas também valoriza os benefícios laborais. Ainda assim, é provável que prefiram políticas que se centrem nos ganhos financeiros em vez de políticas que favoreçam os benefícios periféricos.

Millennials

Os millennials correspondem à geração que nasceu antes ou que chegou à idade adulta no início do século XXI. Em termos de expectativas, representam o maior contraste com a geração do pós-guerra.

Esta geração assistiu à ascensão da tecnologia no local de trabalho. Graças à tecnologia móvel, pela primeira vez, os colaboradores puderam trabalhar a partir de qualquer lugar de forma eficaz. Esta geração é notória por se distanciar da incansável lealdade à empresa e por optar pelo compromisso com empresas que apreciam melhor os seus contributos. O facto de esta geração estar constantemente “pegada” ao telemóvel permitiu que muitas aplicações, como a Uber e a Uber Eats, se implementassem nas políticas empresariais com o objectivo de transportar e disponibilizar refeições aos colaboradores, através de serviços como a Uber para Empresas.

Embora os millennials enfrentem o período económico mais incerto desde a Grande Depressão, também compõem a geração que começou a colocar maior ênfase nos benefícios de trabalho periféricos baseados no estilo de vida. Os gigantes tecnológicos e as start-ups parecem competir pelos benefícios mais atractivos para os colaboradores, como dias ilimitados de férias, cafetarias no local para que estes possam obter refeições a qualquer hora, a opção de combinar viagens de negócios e de lazer e a possibilidade de trabalhar remotamente.

Geração Z

A Geração Z é composta pelas pessoas que nasceram entre 1995 e 2012 e constitui a geração mais jovem atualmente presente no mercado laboral. A Geração Z reforçou as novas reivindicações apresentadas pelos millennials relativamente às políticas do local de trabalho, distanciando-se dos ganhos puramente financeiros.

A Geração Z está a provocar alterações em muitos sectores, graças à crescente consciencialização tecnológica e hiperconectividade. Muitos destes colaboradores atribuem maior importância ao equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal. Mais liberdade e benefícios periféricos, como a possibilidade de combinar viagens de negócios e de lazer e outras regalias, superam os símbolos de estatuto e, por vezes, até os salários. A responsabilidade social e a sustentabilidade ambiental também são tópicos relevantes para esta geração. É provável que a implementação de opções de viagem mais ecológicas, como os veículos elétricos ou bicicletas, nas suas políticas empresariais atraia e retenha talento que pertença à Geração Z.

Esta geração é consideravelmente diferente de todas as anteriores, especialmente em relação à geração do pós-guerra, cujos membros ainda trabalham em posições de poder. À medida que os respectivos números aumentam em empresas de todo o mundo, é evidente que as políticas empresariais devem ter em consideração as equipas multigeracionais.

Resumo

As políticas empresariais que não tenham em consideração a diversificação e a evolução rápidas dos locais de trabalho correm o risco de perder segmentos consideráveis da equipa. Também podem comprometer os diferentes objectivos e ideais conforme a geração. Por outro lado, as políticas empresariais dirigidas a equipas multigeracionais que respeitem o contributo dos membros mais velhos para a empresa, ao mesmo tempo que têm em consideração o futuro, têm maior probabilidade de reter os colaboradores essenciais para o desenvolvimento contínuo.